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IndústriaBNLData · Jun 26

População jovem lidera uso de moedas digitais no país, mas ainda é a que mais guarda dinheiro em casa, revela pesquisa da Anbima

By Magno JoséJune 26, 2026

O resumo

Um novo estudo conduzido pela Anbima, associação do mercado de investimentos brasileiro, revela que a Geração Z supera significativamente as faixas etárias mais velhas tanto na adoção de moedas digitais quanto no engajamento com apostas esportivas. A pesquisa indica que 27% dos respondentes da Geração Z já fizeram apostas ou participam ativamente de apostas, uma taxa substancialmente maior do que os millennials com 22%, a Geração X com 10% e os baby boomers com 4%.

Os dados sublinham uma mudança demográfica fundamental na forma como os brasileiros mais jovens se engajam com serviços financeiros e entretenimento. A familiaridade da Geração Z com plataformas digitais nativas e ativos alternativos se estende além das criptomoedas para o setor de apostas esportivas, onde a acessibilidade móvel e a integração de pagamentos digitais reduziram as barreiras de entrada. Essa divisão geracional reflete tanto os padrões de adoção tecnológica quanto as diferentes atitudes em relação ao risco e aos gastos com entretenimento.

As descobertas têm implicações significativas para o mercado regulamentado de jogos do Brasil, que passou por uma transformação substancial nos últimos anos. À medida que o país avança na formalização e licenciamento de operadores de apostas esportivas, a compreensão dos padrões de participação demográfica torna-se crítica tanto para operadores quanto para reguladores. A alta taxa de penetração entre a Geração Z sugere que as apostas se normalizaram como atividade de lazer entre os consumidores mais jovens, uma tendência que provavelmente continuará à medida que essa coorte envelhece e acumula renda disponível.

Paradoxalmente, a pesquisa também observa que a Geração Z, apesar de liderar no uso de moedas digitais, continua sendo a geração com maior probabilidade de guardar dinheiro em casa — uma descoberta que sugere digitalização financeira incompleta e possivelmente reflete preocupações com a confiança ou problemas de acessibilidade bancária entre os brasileiros mais jovens. Essa contradição destaca a complexidade do comportamento financeiro em mercados emergentes e sugere que a adoção digital é seletiva, em vez de abrangente.

Para operadores e reguladores, os dados apontam tanto para oportunidade quanto para responsabilidade. A alta participação em apostas entre a Geração Z cria um potencial de mercado substancial, mas também levanta questões sobre salvaguardas de jogo responsável, verificação de idade e proteção ao consumidor. Os reguladores provavelmente usarão tais insights demográficos para moldar as condições de licenciamento e as obrigações dos operadores, particularmente em torno de marketing para públicos mais jovens e prevenção de problemas com jogos.

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Resumo editorial. Reportagem completa, imagens e direitos pertencem à fonte.

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